11 de mai. de 2012

Resposta do presidente do Sintigrace, ao presidente do Sindigraficas

O Sindigraficas me enviou um ofício culpando nosso Sindicato pelo não fechamento da Convenção Coletiva de Trabalho. Mandou distribuir nas gráficas o referido ofício. Como sei que não mandará para as empresas nossa resposta, publicarei a mesma na íntegra abaixo. Leiam e tirem suas conclusões.


Of. Nº 029/2012 - PRE
Fortaleza, 11 de maio de 2012.

Ao Sr. Fernando Antonio de Assis Esteves
MD Presidente do Sindicato das INDÚSTRIAs gráficas no ESTADO DO CEARÁ-SINDGRAFICAS

Senhor Presidente,

Foi com o sentimento de profunda indignação que recebemos seu último ofício, por número 019/2012, de 07 de maio do corrente. Nele o senhor tenta subverter a verdade factual, taxando-nos de intransigente pelo fato da nossa categoria não ter aceitado a ridícula contraproposta patronal para o acordo visando a Convenção Coletiva de Trabalho 2012. Levianamente, o senhor afirma que o posicionamento de nossa categoria caracteriza uma postura política, que não busca o consenso entre as partes.
A verdade factual, senhor presidente, nos obriga a afirmar que o posicionamento da nossa categoria é técnico e econômico, pois, o valor mínimo oferecido por vossa entidade, para o vale-alimentação, não atende as exigências da Portaria nº 03, de 1º de março de 2002, da Secretária de Inspeção do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego, que versa sobre o Programa de Alimentação do Trabalhador - PAT, instituído pela Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976. Ademais senhor presidente, esta reivindicação dos trabalhadores, não criará qualquer problema para as empresas, pois tem o objetivo único de formalizar o que as gráficas já praticam de forma irregular, incluindo entre estas, vossa empresa.
Sem apresentar nenhum dado estatístico, o senhor afirma que vossa entidade observa “a dificuldade e o fechamento de gráficas tradicionais ocasionado por um grande arrocho nas margens de fechamento de contratos, caracterizando um momento delicado na atividade empresarial”. Esta afirmação, que na verdade não passa de um sofisma, fez-me lembrar dum outro diretor de vosso Sindicato, que durante a segunda rodada de negociação, no dia 21 de dezembro do ano passado, na SRTE, fez uma afirmação parecida com esta, porém, mais apocalíptica, indo logo em seguida passear pelos mares da Europa, com a família e agregados, num luxuoso navio de cruzeiro. O resto da história, senhor presidente, o Brasil e boa parte do mundo dito “civilizado” tomou conhecimento através dos meios de comunicação. Rogo-lhe não acontecer o mesmo.
A verdade factual, senhor presidente, nos obriga novamente a afirmar que o PIB do Estado do Ceará cresceu 4,3% em relação ao ano de 2010, dados do IPECE, que registra crescimento positivo em todos os segmentos produtivos, com exceção das indústrias extrativo mineral e de transformação, segmentos que não inclui a indústria gráfica representada por V. Senhoria, muito mais influenciada pelos resultados do comércio e serviço. As empresas que estão enfrentando dificuldades ou fechando, é do meu e do seu conhecimento, que é por absoluta incompetência administrativa, característica da maioria das empresas filiadas a vossa entidade, que primam pela falta de seriedade econômica, administrativa, fiscal e trabalhista. A crise e as dificuldades que o senhor faz referência, repito, não passa de sofisma, portanto, para encobrir os desmandos, a prepotência, a falta de respeito com os trabalhadores praticadas pela grande maioria de seus associados.
O Brasil, e em particular o Estado do Ceará, senhor presidente, vive momentos de crescimento econômico comprovado pelos números dos mais variados institutos de pesquisa, públicos e privados, não encontrando vossa afirmação de crise e dificuldades setoriais, eco na realidade factual.
Concordo com o senhor, quando fala que uma protelação de 4 meses é inadmissível nos dias de hoje, porém, senhor presidente, essa protelação não se dá pelo sectarismo de nossa entidade, como vossa senhoria afirma. A protelação se dá pelo sectarismo, pela intransigência, pela prepotência e pela falta de respeito daqueles que, junto com vossa senhoria, comanda o Sindgraficas. Não fomos nós senhor presidente, quem faltou a reuniões, para posteriormente apresentar justificativas que demonstra desinteresse e desleixo com a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.
Não são os trabalhadores, senhor presidente, que sentam à mesa de negociação e apresentam dados estapafúrdios e sem qualquer nexo com a realidade para negar reivindicações. Muito pelo contrário, ao sentarmos à mesa de negociação, somos regidos pelo princípio da seriedade, do respeito e, principalmente, pela boa fé. Nossas reivindicações levam em consideração a realidade econômica e social de um país e de um Estado que cresce econômico e socialmente e de uma indústria gráfica que reflete e acompanha esta realidade.
Também concordo com o senhor quando diz que boa parte dos trabalhadores já recebeu o reajuste, pois não ganham mais que o salário mínimo do governo federal. Mas isso só demonstra senhor presidente, que a indústria gráfica remunera mal seus trabalhadores. É mais uma falácia de vossa senhoria quando afirma que o livre mercado é benéfico instrumento de barganha dos trabalhadores nas empresas, pois, a falta de um piso salarial digno obriga estes trabalhadores a negociarem com base no salário mínimo que, apesar de toda valorização recebida por parte do governo nos últimos anos, não consegue satisfazer as necessidades dos trabalhadores definidas no artigo 7º, inciso IV da Carta Magna brasileira. Piso salarial este que, mesmo sendo direito consagrado, por essa mesma Constituição, em seu artigo 7º, inciso V, aos trabalhadores de acordo a complexidade do seu trabalho, é negado por vossa entidade único e exclusivamente, para tornar a mão de obra dos trabalhadores gráficos barata, sem o reconhecimento da importância social destes a sociedade cearense.
Por fim senhor presidente, não nos pautaremos pela data apresentada por vossa senhoria para um acordo. Levaremos ao conhecimento da categoria a atitude intransigente e desrespeitosa de vossa entidade, para com os trabalhadores gráficos que, saberão no momento oportuno responder à altura.
Esta é nossa manifestação. 


José Rogério de Andrade Silva
Presidente do Sintigrace

3 de mai. de 2012

Gráficos do Ceará irão paralisar as atividades *Por Rogério Andrade

A campanha salarial do setor gráfico convencional e do setor gráfico de jornais e revistas tem se mostrada das mais difíceis, com alto grau de dificuldade para um acordo.
Aproveitando a falta de mobilização dos trabalhadores nos anos anteriores, os patrões acostumaram-se a fechar acordo na mesa de negociação, para nas empresas, concederem condições melhores que aquelas negociadas com o sindicato dos trabalhadores, para assim, argumentarem que os trabalhadores não precisam do sindicato, pois as empresas lhes concedem mais do que o alcançado pelo sindicato.
Durante as negociações para a Convenção Coletiva de Trabalho 2011, o presidente do Sindjornais argumentou que não seria possível conceder o benefício da cesta básica, pois uma empresa do setor, no caso a CCI/O Povo, poderia sofrer grave crise financeira, caso viesse a conceder o benefício, pois, teria que obrigatoriamente, conceder o benefício a todos os trabalhadores do grupo O Povo, mesmo que não fossem da categoria gráfica. Fechada a CCT 2011, ficou provada a má fé dos patrões: a CCI/O Povo concedeu o benefício aos trabalhadores do setor de intercalação, exigindo-lhes critérios para receber a cesta básica. Para receber a cesta, o trabalhador não pode faltar, nem chegar a atrasado. A empresa que não tinha condições de conceder o benefício, está agora dando com uma mão, e tirando com as duas.
A mesma CCI/O Povo está impedindo a inclusão do benefício na CCT 2012 com os mesmos falsos argumentos de 2011. Com se este fato, por si só, não fosse bastante para travar a mesa de negociação do setor, o Diário do Nordeste, através do seu diretor industrial, anunciou durante uma reunião com o setor de impressão do jornal que, após o fim das negociações, independentemente do resultado, a empresa concederia uma equiparação salarial igual à concedida aos gráficos da manutenção. Algo em torno de 80% de reajuste. Ou seja: não pode conceder 15% de reajuste para os pisos, e 12% para os demais salários na CCT, mas pode conceder 80% de reajuste para desmobilizar os trabalhadores induzindo-lhes a aceitarem CCT rebaixada.
No setor gráfico convencional também prevalece a má fé e os falsos argumentos por parte dos patrões que sentam à mesa para negociar a Convenção Coletiva de Trabalho. Após 5 meses de negociações, não haverá acordo para fechar a Convenção Coletiva de Trabalho 2012, por causa de 1 real. Os termos para chegar a bom termo estão prontos, porém, os patrões se negam a conceder o vale-alimentação no valor de 5 reais (valor mínimo de uma refeição em Fortaleza), permanecendo com a proposta de 4 reais para o referido vale.
Os argumentos para não incluir o vale alimentação com valor superior a 4 reais é que aumentará os custos em demasia, podendo levar as empresas, principalmente as pequenas, a bancarrota.  Ocorre que a maioria destas empresas já concedem, informalmente, um valor igual, ou superior a 5 reais.
São por estes motivos que o Sintigrace está convocando os gráficos do setor convencional e do setor de jornal e revistas, a paralisarem as atividades. Neste domingo, 6 de maio, os gráficos de jornais e revistas realizam assembleia para definir o início do movimento paredista. A partir do dia 7 de maio, será a vez dos gráficos do setor convencional definirem a estratégia de paralisação.
*Rogério Andrade é presidente do Sintigrace.

7 de fev. de 2012

SALVE 07 DE FEVEREIRO DIA NACIONAL DO TRABALHADOR GRÁFICO

Dia 07 de Fevereiro, Dia Nacional dos Trabalhadores Gráficos é um momento para revivermos as memoráveis jornadas de luta dos Trabalhadores Gráficos que além de reivindicarem melhorias de condições de trabalho, lutavam por algo muito importante que era o reconhecimento da UTG – União dos Trabalhadores Gráficos como entidade que legalmente representasse todos os Trabalhadores Gráficos, já que na época só os patrões é que detinham sua representação sindical através da Associação Comercial.
A batalha pelo reconhecimento da UTG e a intransigência patronal obrigou os trabalhadores gráficos a usarem a greve como única alternativa e como não poderia deixar de ser a mesma contou com enormes perseguições de repressão policial organizada pelas empresas, com invasão do depósito e a total destruição dos alimentos que eram utilizados como fundo de greve e para a sobrevivência de nossos companheiros.
Durante toda esta paralisação os trabalhadores gráficos enfrentaram todo tipo de perseguições policiais e patronais e após a destruição dos alimentos nos depósitos moveram-se de brio e criaram um slogan pela resistência que dizia: “SE NECESSÁRIO COMEREMOS TERRA”.
Esta greve durou oficialmente quarenta e dois dias, sendo que os gráficos não abriram mão, em momento algum, de suas reivindicações. Os empresários, ao concordarem com o "memorial" em sua totalidade, estariam, em última instância, reconhecendo que os trabalhadores têm o direito político de associação e de reunião. A partir da vitória do movimento grevista de 1923, o dia 7 de Fevereiro foi escolhido como o "Dia Nacional do Trabalhador Gráfico". Nos anos subsequentes essa data foi comemorada com comícios e reuniões na sede da U.T.G., e atualmente em nossas entidades, quando relembram os acontecimentos relativos à greve de 1923, com a ausência ao trabalho de toda a Categoria.

9 de jan. de 2012

Atraso e desrespeito marcam as três primeiras rodadas de negociação com o Sindgraficas * Por Rogério Andrade


As três primeiras rodadas de negociação com o Sindgraficas (Sindicato patronal nascido da fusão entre Unigrafica e Sigrace) mostram claramente o deseja dos patrões para o setor gráfico cearense: um setor cada vez mais dominado por dez ou quinze gráficas consideradas grandes ou médias; e um setor onde a riqueza produzida pelos trabalhadores seja concentrada nas mãos dos empresários. Seja ele grande, médio, pequeno ou micro.
É o que se compreende da fala de um dirigente do sindicato patronal, Sr. Fred Fernandes, durante a terceira rodada de negociação. Ele disse referindo-se a Convenção Coletiva de Trabalho do setor gráfico convencional: “minha empresa precisa ter um diferencial”.
O que ele quer dizer com esse “diferencial” que sua empresa precisa ter? Ele quer dizer que a Convenção Coletiva de Trabalho do setor precisa ser a mais pobre possível. Não ter piso salarial, não ter cesta básica, não ter vale-alimentação e o reajuste salarial tem que ser pequeno. A Convenção deve ter no máximo, aquilo que determina a Lei. Assim, com uma Convenção sem conquistas ele pode oferecer àqueles trabalhadores que ele julga vestir a camisa da empresa, um ou dois benefícios que não estejam garantidos na Convenção. É isso que ele vai chamar de “diferencial”. Para os demais trabalhadores só trabalho, trabalho, trabalho.
É com esse pensamento que os empresários gráficos do Ceará sentam à mesa de negociação. Com o objetivo claro em não conceder nada afim de não dividir o lucro produzido pelos trabalhadores  que lhes garante uma vida luxo, carrões, casa de praia, passeios no exterior.
O objetivo dos trabalhadores nesta campanha salarial é completamente diferente. Queremos aproveitar o crescimento econômico do país e o estado do Ceará, o ano de alta produtividade provocado pelas eleições para prefeito e vereador que se aproxima para garantir distribuição de renda e qualidade de vida a todos que trabalham no setor.
Não sairemos desta Campanha sem conquistas!  O momento não permite que aceitemos um instrumento coletivo de trabalho que não melhore as precárias condições de vida dos trabalhadores gráficos. 
* Rogério Andrade é presidente do Sintigrace

22 de mar. de 2011

Patrões gráficos unificam suas entidades sindicais * por Rogério Andrade

Após quase 15 anos convivendo com duas entidades, Sigrace e Unigrafica, os patrões decidiram no último dia 15 unificar as duas entidades que os representam criando o Sindigrafica.
A FIEC, que patrocinou a unificação vem a ser a mesma entidade que “abençoou” a cisão há quase 15 anos atrás, quando surgiu o Unigrafica, uma dissidência do próprio Sigrace. Entretanto, na realidade a unificação dos representantes patronais está longe de representar uma unidade total de idéias. Ainda existem o Sindjornais, que representa as empresas de jornais e revistas, o Sindiembalagens que representa as empresas de embalagens, em sua maioria empresas de embalagens gráficas, e ainda o Sepex para representar as empresas de mídia exterior, que são em sua maioria empresas de impressão digital e serigrafias. Este último está pleiteando o registro no Ministério do Trabalho.
É importante destacar que a unificação dos dois sindicatos patronais só terá alguma alteração para os mesmos. Os trabalhadores continuarão enfrentando a difícil relação imposta no dia a dia de nossa profissão. As condições de trabalho e a relação social das empresas não sofrerão alteração, pois, até ontem os sindicatos patronais, agora unificados, não tiveram interesse em orientar suas afiliadas sobre o respeito à legislação trabalhista e as boas práticas no tratamento aos trabalhadores gráficos.
 O setor gráfico é um setor marginalizado quando o assunto é relação de trabalho. Pagamento de salários “por fora”, horas extras abusivas, com trabalho aos domingos e feriados é prática corriqueira do setor.
Nós que fazemos o Sintigrace saudamos a unificação do sindicato patronal. Esforçaremos-nos para manter o diálogo com a nova entidade, acreditando que o fortalecimento do setor propugnado pelos patrões durante a assembléia de unificação se reflita, principalmente, em diminuição dos níveis de precarização das relações de trabalho existentes no setor. Setor forte é aquele em que os trabalhadores têm o direito a uma vida digna.
* Rogério Andrade é presidente do Sintigrace.

23 de jan. de 2011

UNIGRAFICA CHEGA A 3ª REUNIÃO SEM UMA PROPOSTA DE PISO SALARIAL

No dia 12 de Janeiro de 2010, às 14:30 h, foi realizada a 3ª rodada de negociação da Convenção Coletiva de Trabalho das gráficos convencionais. A reunião foi realizada na Superintendência Regional do Trabalho com a participação dos representantes do SINTIGRACE e dos representantes do UNIGRAFICA.
Na reunião ficou acordado pontos de consenso na convenção como as clausulas de vigência, abrangência, pagamento de salário, comprovante de pagamento, PIS, dentre outras.
Mas o que marcou a reunião foi à negativa dos patrões em relação às clausulas de reajuste e do piso salarial. Foi oferecido um índice de 7%, que repõe a inflação, mas está longe de se igualar a outras categorias que tiveram ganho real de 2,5% como no caso dos Comerciários de Fortaleza.
Os empresários, diferentemente de outras capitais do Nordeste, ao não apresentarem um piso salarial, demonstram estar aquém das expectativas dos trabalhadores e da realidade do mercado. Veja os pisos das outros estados do Nordeste:

  • Pernambuco - R$ 718,00
  • Maranhão - R$ 663,93
Também não houveram avanços na negociação dos valor das horas-extras e o SINTIGRACE reivindicando 80% para a hora excedente.
No Vale-lanche, os patrões ofereceram apenas R$ 0,28 de reajuste. O presidente do SINTIGRACE, Rogério Andrade, afirmou que “o reajuste do vale-lanche dependendo do local não dá pra comprar num uma paçoquita”. A cesta-básica e o vale-alimentação também foram negados pelos patrões.
Sobre o dia do gráfico, os patrões apresentaram a seguinte proposta: o valor da dupla diária só será pago ao trabalhador que não faltam um único dia sem justificativa.

18 de jan. de 2011

Nota de pesar – Srª. Júlia Alves Galdino

Aos Companheiros da família gráfica, Entidades e Companheiros do Movimento Sindical
É com grande pesar que informamos o falecimento ocorrido no dia 14 de janeiro de 2011, da Srª. JÚLIA ALVES GALDINO, mãe do nosso companheiro ANTONIO ALVES GALDINO, Secretário Geral da SINTIGRACE.
Nós do SINTIGRACE, neste momento somos solidários com os familiares, amigos e conhecidos, e declaramos nossos sinceros pêsames por esta irreparável perda. Estamos certos de que o carisma da Srª. JÚLIA sempre estará presente em nossos corações.
Ao nosso estimado dirigente, Antonio Galdino, oferecemos o carinho e a certeza que a perda de um trabalhador gráfico é sempre uma grande perda para toda nossa categoria, e que, portanto, a família Sintigrace, estará ao seu lado devotando todo nosso sentimento de amizade.

Sendo o que nos cabia informar, subscrevemo-nos, com nossas sinceras condolências,


José Rogério de Andrade Silva

Presidente

Correspondências à Família:

AV. B, CASA 312 – 2ª ETAPA

CONJUNTO CEARÁ

FORTALEZA - CE

CEP – 60533-600

Fone: (085) 3294.8248

E-mail: contato@sintigrace.org.br

3 de jan. de 2011

Unigrafica quer acabar com o sindicato dos trabalhadores


Rogério Andrade - presidente do Sintigrace
Durante a última rodada de negociação salarial entre nosso Sindicato e os patrões representados pelo Unigrafica, o agora ex-presidente do sindicato patronal, Fred Fernandes, confessou o que todos já sabíamos: A justificativa para negar a Contribuição Assistencial é o medo que os patrões têm que o Sindicato dos Trabalhadores se fortaleça e melhore sua atuação na defesa dos interesses dos trabalhadores.


Ora, o setor gráfico cearense é extremamente marginalizado. A imensa maioria do empresariado local, em maior ou menor escala, não cumpre legislação trabalhista, previdenciária, fiscal e ambiental. Logo, um sindicato de trabalhadores fortalecido poderia exercer melhor seu papel na defesa dos interesses dos trabalhadores e da sociedade, ajudando a melhorar a qualidade de vida daqueles que vivem da atividade gráfica, inclusive para modernizar as relações sociais no setor, extremamente precarizadas.

A declaração do ex-presidente demonstra a cumplicidade do sindicato patronal com a marginalização do setor, não tendo o sindicato patronal vontade política para mudar a situação. Ou seja: o Unigrafica é cúmplice de toda agressão cometida pelas empresas gráficas contra os trabalhadores e contra a sociedade de um modo geral.

Não seria exagero dizer que uma das metas do Unigrafica é acabar com o nosso sindicato, ou pelo menos mantê-lo na pior condição possível a fim de que as empresas gráficas possam continuar com seus desmandos nas relações sociais.

Por último, mais uma conclusão pode ser tirada a partir da declaração do ex-presidente do Unigrafica: que a ação do Sintigrace precisa ser a cada dia mais radicalizada. Mais combativa e sem trégua. Nossa categoria, precisa denunciar e combater toda e qualquer irregularidade cometida pelos patrões contra os trabalhadores se quiser conquistar o respeito por parte do patronato.

Fortalecer o Sindicato e suas ações, aumentar a participação é única arma que a categoria pode utilizar nesta luta.

por Rogério Andrade

29 de nov. de 2010

Iniciadas as primeiras rodadas de negociação da Campanha Salarial 2011

Nos dias 17 e 19 de novembro, na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRTE aconteceram as primeiras tentativas de negociação da campanha salarial dos trabalhadores gráficos que tem data-base em 1º de janeiro.
A direção do Sindicato dos Trabalhadores Gráficos do Ceará (SINTIGRACE) declarou que, as negociações encontram-se ainda em um estágio inicial, não possibilitando uma avaliação política do quadro. Para o presidente do sindicato, Rogério Andrade, embora a avaliação não possa ser realizada, o SINTIGRACE enxerga com otimismo o início da campanha, tendo em vista que a categoria demonstrou interesse em lutar por melhores condições de trabalho.

Sindicato Patronal de gráficas rápidas e off-set falta na 1ª rodada de negociação

A negociação com o Sindicato da Indústria Editorial de Formulários Contínuos e de Embalagens Gráficas no Estado do Ceará (UNIGRAFICA), que deveria acontecer no dia 17 de novembro, foi adiada. A entidade patronal faltou a negociação e ao receber um ofício de repúdio do SINTIGRACE pelo desrespeito, a secretária executiva do UNIGRAFICA, Cilda Santos, informou que o sindicato patronal não foi comunicado da negociação.
Diante da ausência, o SINTIGRACE, solicitou uma nova rodada a SRTE.

Acontece 1ª rodada com sindicato patronal de jornais e revistas

No dia 19 de novembro foi a vez da negociação com o Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas do Ceará (SINDJORNAIS). O presidente do SINDJORNAIS, Mauro Sales compareceu à negociação e anunciou estar sem condições de discutir a campanha salarial no momento, pois seu assessor que estava com a minuta, faltou à negociação sem informar os motivos.
O presidente do SINDJORNAIS propôs na ocasião que fosse utilizada a mesma metodologia da negociação salarial dos jornalistas, que determinou que as cláusulas problemáticas fossem discutidas em reuniões sistemáticas pelas duas entidades ao longo do próximo ano. O SINTIGRACE através de sua representação informou na oportunidade que poderia aceitar realizar as reuniões, porém o sindicato não deixaria de discutir as cláusulas novas e modificadas em pauta.
“A minuta apresentada ao SINDJORNAIS está enxuta, possuindo apenas 10 cláusulas, portanto a direção do sindicato não abrirá mão de negociá-las durante a campanha salarial”, declarou Rogério Andrade, presidente do Sintigrace.
A próxima rodada de negociação com o SINDJORNAIS foi marcada para o dia 1º de dezembro na SRTE.

1 de set. de 2010

Sintigrace cobra da FCFJ cumprimento da legislação

Grafica FCFJ
Na segunda-feira, 30 de agosto, os dirigentes do Sintigrace, Rogério Andrade (presidente) e Nonato Fonteles (Secretário de Esportes, Cultura e Lazer) realizaram uma visita a gráfica FCFJ, para discutir o pagamento do FGTS dos funcionários da empresa que se encontra em atraso, além da atualização de documentos da empresa e a distribuição dos contracheques dos trabalhadores.


A FCFJ, através do sócio proprietário, Francisco Farias, se comprometeu em providenciar com a contabilidade da empresa, o parcelamento da dívida do FGTS junto a Caixa Econômica Federal e atualizar o endereço da empresa na Receita Federal no prazo de 20 dias dados pelo sindicato.

Farias, também assumiu o compromisso de realizar um levantamento sobre os contracheques que estão faltando e realizar a imediata atualização dos mesmos, além disto, acordou que a partir de setembro, a empresa irá distribuir os contracheques na data do pagamento dos trabalhadores.

9 de ago. de 2010

Patrões apresentam proposta de reajuste salarial de 5,5%

Nesta quinta-feira, 5 de agosto, durante a 11ª rodada de negociação da campanha salarial 2010, a comissão de negociação do Unigrafica apresentou a nova proposta para o reajuste salarial da categoria gráfica no setor convencional.
O sindicato patronal propôs o reajuste de 5,5% retroativo à 1º de janeiro e declarou que esta seria a ultima proposta que apresentariam.
A comissão de negociação do Sintigrace informou ao sindicato patronal que, embora a proposta contenha um aumento real de 1,39%, não iria defendê-la para a categoria, pois ela ainda estaria abaixo dos aumentos conquistados pela maioria das categorias com data-base em janeiro e que acredita que a proposta está abaixo das condições econômicas que a indústria gráfica cearense possui.
A direção do Sintigrace declarou que irá apresentar à proposta do sindicato patronal a categoria, que então irá decidir se aceita a proposta ou inicia novas paralisações que poderão resultar em greve geral dos trabalhadores gráficos.
A consulta aos trabalhadores irá acontecer durante visita às empresas durante a semana e o resultado deve ser divulgado em breve ao sindicato patronal. Os trabalhadores também poderão votar pela aprovação, ou não, da proposta, no site da entidade: www.sintigrace.org.br.
Rogério Andrade, presidente do Sintigrace, informou que “caso os trabalhadores da proposta, as paralisações voltarão a ocorrer no setor” e conclamou os trabalhadores gráficos a participar da votação nos locais de trabalho, ou através do site da entidade legitimando o processo de escolha.

3 de ago. de 2010

Mais uma rodada de negociação para fechar a Convenção Coletiva de Trabalho 2010

Na próxima quinta-feira (05/8) ás 17h na FIEC, será realizada a 10ª rodada de negociação entre o Sintigrace e o Unigrafica visando o fechamento da Convenção Coletiva de Trabalho 2010 do setor gráfico convencional.

Esta pode ser a última tentativa de negociação entre as entidades conforme informou por telefone Presidente do Unigrafica, Sr. Fred Fernandes ao Presidente do Sintigrace, Rogério Andrade.

A Diretoria Executiva do Sintigrace, reunida no sábado, 31 de julho, decidiu realizar uma Assembléia com a Categoria no próximo dia 14 de agosto para avaliar a contraproposta patronal. Porém, caso a proposta patronal não alcance parâmetros razoáveis, as paralisações reiniciarão a partir de segunda-feira, 9 de agosto conforme informou Rogério Andrade.

Para o presidente do Sintigrace, a negociação da convenção coletiva depende apenas da boa vontade da diretoria do Unigrafica, pois, os argumentos levantados pelo sindicato patronal foram superados e a maioria das empresas já aplicou o reajuste salarial e existem gráficas que o reajuste foi maior que o apresentado pela Comissão de Negociação Patronal.

Para facilitar o fechamento do acordo, a Comissão de Negociação Laboral reduziu o percentual de reajuste salarial: de 7% para 6,5%. “Queremos, desta forma, demonstrar nosso interesse em fechar o acordo, explica Andrade.

25 de jul. de 2010

CARTA ABERTA AOS TRABALHADORES GRÁFICOS DO ESTADO DO CEARÁ E A UNIGRÁFICA

Conatig - Confederação Nacional dos trabalhadores na Indústria Gráfica divulga carta aberta em solidariedade aos trabalhadores gráficos do Estado do Ceará. Veja, abaixo, a carta na integra:


CARTA ABERTA AOS TRABALHADORES GRÁFICOS DO ESTADO DO CEARÁ E A UNIGRÁFICA

A CONATIG – Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria Gráfica, da Comunicação Gráfica e dos Serviços Gráficos, sensibilizados com o total desinteresse do UNIGRAFICA – Sindicato Patronal em buscar uma saída para a concretização do processo de negociação coletiva que se arrasta desde o período da data-base no mês de Janeiro de 2010, vem por meio desta Carta Aberta manifestar a nossa solidariedade e o nosso apoio ao trabalhador gráfico do Estado do Ceará, no Processo de Greve aprovado na Assembléia Geral do SINTIGRACE no dia 26 de Junho de 2010.

A nossa manifestação tem a ver com a situação que vive o trabalhador gráfico, sendo que este cenário está na contra-mão das matérias apresentadas na Revista UNIGRAFICA nº 3, intitulando “Imprimindo com Conhecimento” e dando uma enorme ênfase na matéria de capa “Por uma Indústria Gráfica SUSTENTÁVEL”

As páginas desta revista é uma prova inconteste do avanço do setor gráfico do Estado do Ceará, e uma das frases que nos chama a atenção no editorial é “É preciso construir uma nova capacidade empresarial gráfica, capaz de se utilizar das tecnologias disponíveis para criar soluções inovadores e ampliar mercados”.

Ao nosso entendimento todas estas perspectivas que estão apresentadas nas páginas da revista, estão totalmente em desacordo com os procedimentos que os empresários tem apresentado em relação ao SINTIGRACE e principalmente em total falta de reconhecimento e valorização profissional do trabalhador gráfico no Estado do Ceará, bastando para isto analisar os métodos e níveis de salários e a falta de um Piso Salarial, e consequentemente tratando o profissional gráfico a nível de Salário Mínimo, dessa forma entendemos que viabilizar uma indústria gráfica sustentável não podemos e não vamos aceitar que o principal ator deste projeto, o trabalhador gráfico, seja totalmente ignorado e diria mais, desrespeitado na sua valorização profissional.

Quanto ao profissional gráfico em face da falta de reconhecimento e de sua valorização profissional pelo UNIGRAFICA – Sindicato Patronal, não resta ao nosso ver outra maneira senão a de buscar por meio do Processo de Greve o seu reconhecimento e sua valorização e sua recomposição salarial, aliás, já se faz tarde este tipo de procedimento e esta atitude na categoria, e pode ter certeza que os gráficos de todo o Brasil, por meio da CONATIG, e a nível Internacional por meio de UNI Gráficos Sindicato Global, estarão solidários e não hesitarão em apoiar estes companheiros gráficos nesta batalha.

Tomamos conhecimento que no dia de amanhã, 22 de Julho de 2010, uma nova rodada de negociação foi conclamada pelo Sindicato Patronal e esperamos que definitivamente as empresas façam uma reflexão de que não é possível tentar a todo custo desmoralizar o SINTIGRACE em detrimento das condições profissionais dos seus empregados, seus fiéis colaboradores, e como tal tem que ser valorizados na mesma proporção e nas mesmas evoluções constatadas pelo processo tecnológico amplamente divulgado e existente no Estado do Ceará.

Finalmente reiteramos o nosso apelo para uma saída negociável e uma reflexão das empresas em relação ao tratamento desumano que estão dando aos seus trabalhadores, pois não tem sentido num cenário de tanta desvalorização profissional que existe no Estado do Ceará, que não se possa por meio de negociação se chegar a uma solução além da proposta de correção do índice de inflação ser a mesma adicionada também de um aumento real como foi amplamente constatado pelo DIEESE que em mais de 80% das categorias em todo o Brasil, inclusive dos gráficos do Estado de São Paulo, obtiveram aumento real acima da inflação, e não deveria ser esta reivindicação os motivos que tem colocado o trabalhador em situação muito difícil, pois desde Janeiro estão sem seu reajuste salarial.

A CONATIG reitera seu apoio incondicional aos trabalhadores gráficos do Estado do Ceará, e estará sempre ao lado daquele que é a parte mais importante do processo produtivo, ou seja, o trabalhador gráfico.

Salve os Trabalhadores Gráficos do Ceará e de todo o Brasil.

Um grande abraço a todos.



LEONARDO DEL ROY

Presidente da CONATIG, FTIGESP e de UNI Gráficos Américas